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de religião

Os Trinta e Nove Artigos da Religião foram estabelecidos em 1563, e estão definindo a doutrina anglicana, em relação às controvérsias da Reforma Inglesa; especialmente na relação com a doutrina calvinista e católica romana, bem como as práticas da Igreja Anglicana. O nome é comumente abreviado para os Trinta e Nove Artigos ou os XXXIX Artigos. No Concílio realizado em Londres no ano de 1562, para evitar a diversidade de opiniões, e estabelecer o comum acordo no tocante à verdadeira Religião. (Livro de Oração Comum, publicado em português em 1866, pela Society for Promoting Christian Knowledge. p.432-444).

A DECLARAÇÃO DE JERUSALÉM 29 de Junho de 2008

Em nome de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo: Nós, os participantes da Conferência do Futuro Global Anglicano, nos encontramos na terra do nascimento de Jesus. Expressamos nossa lealdade como discípulos do Rei dos reis, o Senhor Jesus. Nós abraçamos alegremente seu comando para proclamar a realidade de seu reino que anunciou primeiramente nesta terra. O evangelho do reino é a boa nova da salvação, libertação e transformação para todos. À luz do acima exposto, concordamos em traçar um caminho juntos que promova e proteja o evangelho bíblico e a missão ao mundo, declarando solenemente os seguintes princípios de ortodoxia que sustentam a nossa identidade anglicana.

1– Regozijamo-nos no evangelho de Deus pelo qual fomos salvos pela graça através da fé em Jesus Cristo pelo poder do Espírito Santo. Porque Deus nos amou primeiro, nós o amamos e como crentes produzimos frutos de amor, arrependimento contínuo, esperança viva e ação de graças a Deus em todas as coisas.

2– Acreditamos que as Sagradas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos sejam a Palavra de Deus escrita e contenham todas as coisas necessárias para a salvação. A Bíblia deve ser traduzida, lida, pregada, ensinada e obedecida em seu sentido simples e canônico, respeitando a leitura histórica e consensual da igreja.

3– Defendemos os quatro Concílios Ecumênicos e os três Credos históricos como expressão da regra de fé da única Igreja católica e apostólica.

4- Defendemos os Trinta e Nove Artigos como contendo a verdadeira doutrina da Igreja concordando com a Palavra de Deus e como autoridade para os Anglicanos de hoje.

5– Nós alegremente proclamamos e nos submetemos ao único e universal Senhorio de Jesus Cristo, o Filho de Deus, o único Salvador da humanidade do pecado, do juízo e do inferno, que viveu a vida que não poderíamos viver e morrer a morte que merecemos. Por sua morte expiatória e gloriosa ressurreição, ele assegurou a redenção de todos os que vêm a ele em arrependimento e fé.

6– Regozijamo-nos em nossa herança sacramental e litúrgica anglicana como uma expressão do evangelho, e defendemos o Livro de Oração Comum de 1662 como um padrão verdadeiro e de autoridade para adoração e oração, para ser traduzido e adaptado localmente para cada cultura.

7– Reconhecemos que Deus chamou e dotou bispos, presbíteros e diáconos em sucessão histórica para equipar todo o povo de Deus para seu ministério no mundo. Defendemos o clássico Ordinal Anglicano como um padrão de autoridade para ordens clericais.

8– Reconhecemos a criação de Deus da humanidade como homem e mulher e o padrão imutável do casamento cristão entre um homem e uma mulher como o lugar apropriado para a intimidade sexual e a base da família. Nós nos arrependemos de nossas falhas para manter este padrão e chamamos para um compromisso renovado, para fidelidade ao longo da vida no casamento e abstinência para aqueles que não são casados.

9– Aceitamos com agrado a Grande Comissão do Senhor ressuscitado para fazer discípulos de todas as nações, para buscar aqueles que não conhecem Cristo e para batizar, ensinar e trazer novos crentes à maturidade.

10– Estamos conscientes da nossa responsabilidade de sermos bons mordomos da criação de Deus, de defender e advogar a justiça na sociedade e de procurar o alívio e o fortalecimento dos pobres e necessitados.

11– Estamos comprometidos com a unidade de todos aqueles que conhecem e amam a Cristo e para construir relacionamentos ecumênicos autênticos. Reconhecemos as ordens e a jurisdição dos anglicanos que defendem a fé e a prática ortodoxas, e os encorajamos a se juntarem a nós nesta declaração.

12– Celebramos a diversidade divina entre nós que enriquece nossa comunhão global, e reconhecemos a liberdade em assuntos secundários. Nós nos comprometemos a trabalhar juntos para buscar a mente de Cristo em questões que nos dividem.

13– Rejeitamos a autoridade dessas igrejas e líderes que negaram a fé ortodoxa em palavra ou ação. Oramos por eles e exortamos-os a se arrependerem e retornarem ao Senhor.

14-Regozijamo-nos com a perspectiva de que Jesus volte em glória e, enquanto aguardamos este evento final da história, louvamos-lhe pela maneira como ele edifica a sua igreja através do seu Espírito, mudando milagrosamente as vidas.

DECLARAÇÃO DE JERUSALÉM

Estamos fundamentados na Bíblia, unidos pela fé e esperança com milhares de Anglicanos pelo mundo, através da declaração de Jerusalém, elaborada pela Conferência do Futuro do Anglicanismo Global, realizada em Jerusalém no dia 22 a 29 de junho de 2008. Faça o download abaixo para maiores informações.

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Os Trinta e Nove Artigos da Religião foram estabelecidos em 1563, e estão definindo a doutrina anglicana, em relação às controvérsias da Reforma Inglesa; especialmente na relação com a doutrina calvinista e católica romana, bem como as práticas da Igreja Anglicana. O nome é comumente abreviado para os Trinta e Nove Artigos ou os XXXIX Artigos. No Concílio realizado em Londres no ano de 1562, para evitar a diversidade de opiniões, e estabelecer o comum acordo no tocante à verdadeira Religião. (Livro de Oração Comum, publicado em português em 1866, pela Society for Promoting Christian Knowledge. p.432-444).

QUADRILÁTERO DE LAMBETH

O seguinte “Quadrilátero” foi adotado na Conferência de Lambeth de 1888.
Ele foi baseado na Declaração da Câmara dos Bispos da Igreja Episcopal Protestante emitido em Chicago em 1886.

Conferência de Lambeth de 1888, Resolução 11

Que, na opinião desta Conferência, os seguintes Artigos provêm o fundamento pelo qual a reconciliação pode ser, pela bênção de Deus, obtida mediante uma Reunião Doméstica:

  1. As Santas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos, como “contendo todas as coisas necessárias para a salvação”, e como sendo a regra e o padrão final de fé.
  2. O Credo dos Apóstolos, como o Símbolo Batismal, e o Credo Niceno, como suficiente Declaração da fé Cristã.
  3. Os dois Sacramentos ordenados pelo próprio Cristo – o Batismo e a Ceia do Senhor – administrados pelo uso regular das palavras de Cristo que os instituiu e dos elementos por Ele ordenados.
  4. O Episcopado Histórico, adaptado localmente nos métodos de sua administração para as variadas necessidades das nações e povos chamados por Deus na Unidade de Sua Igreja.

Richard Hooker

Richard Hooker foi um pastor Anglicano e um influente teólogo. A ênfase de Hooker na razão e na tolerância influenciaram bastante o desenvolvimento do Anglicanismo.  (Março de 1554 — 3 de novembro de 1600)

SER ANGLICANO SIGNIFICA

Ser parte da Igreja Universal de Cristo, sem excluir ou isolar-se de outros cristãos. Participar da vida do povo de Deus, com sua alegrias e tristezas. Pertencer a uma comunidade onde cada pessoa é respeitada em sua individualidade e pode utilizar os seus talentos. Apresentar uma teologia baseada nas Escrituras Sagradas e na Tradição, coerente com a inteligência e com a razão. Estar disposto a celebrar a unidade na diversidade. Considerar com seriedade as Escrituras Sagradas, sem crer que cada passagem deva ser interpretada literalmente. Preferir a liberdade em Cristo, mais do que a uniformidade de opiniões.

Sentir devoção e reverência pelos Sacramentos, sem tentar definir cada ponto desses grandes mistérios. Conceber o ministério como dever e privilégio de todos os batizados. Insistir na moralidade (aquilo que é bom e edifica) e evitar o moralismo (que define a salvação decorrente de uma conduta e não pela obra de Cristo). Participar da herança apostólica, a fé no Evangelho de Cristo. Ser parte de uma história antiga e sagrada, que se renova a cada dia. Crer que a Igreja é de todos e que todos têm o privilégio de sustentá-la segundo a possibilidade de cada um. Participar da administração e do governa da Igreja segundo a ordem estabelecida. Pertencer a uma família internacional, intercultural e inter-racial, que por mandato de Cristo, proclama o Evangelho até o último rincão da terra.
(Cartaz afixado na Catedral de Cantuária em 1988, por ocasião da conferência de Lambeth)

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